lunes, 21 de febrero de 2011

A ILUSÃO DA REALIDADE


Eu sempre gostei da analogia do computador com o homem, tem um disco rígido, que é a memória,um  processador CPU que é o cérebro, um software (programa) de reconhecimento de hardware (componentes) chamados BIOS, que é parte motora, um programa inicial básico para inicializar, o DOS, que é a parte instintiva, e o sistema operacional, o Windows vamos dizer, que vai se carregando na medida em que a pessoa cresce e vai interagindo socialmente. Vale a diferença de que o homem é um ser biológico com base de carbono (C) e o computador é uma máquina com base no silício (Si), a maneira de processar a informação é muito semelhante, especialmente quando ainda não se reconhece como ser, e atua como ego (Fulano, Mengano, Médico, Engenheiro, posição e hierarquia, etc.) acreditando no papel que lhe foi atribuido na peça atual.

Bem, para continuar a analogia, o que Você vê na tela do computador é apenas uma série de uns e zeros binários que o processador gráfico transforma em imagens, igual acontece com o homem, o olho transmite informações químicas e o cérebro as transforma em imagens, mesma coisa com o sistema auditivo (o som, microfone), toque (teclado ou tela sensível ao toque) e vamos deixar de lado por agora o gosto e o cheiro, que embora tenham a sua analogia não é tão comum encontrá-los em computadores pessoais , são utilizados apenas em certos casos de invalides, sistemas de segurança e cientificos. Com base nesta exposição, o cérebro faz um retrato da realidade com base em processamento de dados, combinada com a subjetividade do indivíduo.

Claramente, o que vemos na tela do computador que interagimos não é realmente o real, (zeros e uns), mas uma projeção montada pelo processador que interpreta esses dados, no nosso caso é exatamente da mesma forma, nosso cérebro forma a ilusão desta realidade através do processamento dos dados que recebe de nossos sentidos, em combinação com a realidade subjetiva de cada um de nós, e esta é apenas a parte mais simples do processo da ilusão, logo vamos entrar nos detalhes mais profundos e complexos. Vocês dirão, bom, mas quando eu como um hambúrguer eu o como, e quando eu toco uma árvore eu a toco, e é verdade, eu não estou dizendo que não está lá, que não existe, apenas estou dizendo que não é exatamente o que  acham que é; mais a frente falaremos da manipulação da ilusão da realidade, a forma, e os processos para fazer isso, mas por enquanto basta apenas entender como a pessoa percebe o mundo ao nosso redor.



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